sábado, 12 de junho de 2010

onde está o "toco e me voy"?

Bem que eu tentei assistir a Coréia do Sul x Grécia, mas times tão inexpressivos (ok, o coreano Park Ji Sung se salva) num horário tão desfavorável de um sábado preguiçoso, somados ao fato de que a Copa ainda não decolou, acabaram me devolvendo ao sono dos justos.

Mas às 11 horas eu estava acordado – e ansioso – para ver a Argentina encarar a Nigéria, no primeiro grande confronto do dia.

Pela escalação, o time de Maradona, de vocação ofensiva, partiria para o gol adversário, com seus atacantes talentosos, protagonistas de grandes times do futebol europeu. Mas nós, brasileiros calejados, sabemos que escalar craques indiscutíveis numa Copa não é garantia de nada, vide Quadrado Mágico de 2006. Ainda assim, podemos afirmar que os pupilos de Diego formam a esquadra mais temida desta Vuvuzela’s Cup, principalmente por terem Messi, o endiabrado detentor da 10 albiceleste.

Mas pouco aconteceu. Um time confuso foi o que me pareceu a Argentina. Nem sombra daquelas tabelas que sempre perfuraram sistemas defensivos, que eles chamam de “toco e me voy”, a marca registrada do futebol argentino. Tevez teve um grande contra-ataque nos pés, mas não soube dar o acabamento adequado. Di Maria, que no Benfica joga demais, não foi ousado, não armou, apenas mostrou boa ocupação de espaços. Acabou substituído. Higuaín, que no Real Madri costuma jogar mais que Kaká e C. Ronaldo, marcou presença na área nigeriana, mas parou no grande destaque do jogo: Enyeama, goleiro nigeriano. A boa notícia para os hermanos foi que seu maior craque, Messi, tomou a iniciativa e assumiu o compromisso de liderar as ofensivas, fazendo jus à reputação que o acompanha, de melhor jogador da atualidade. Não foi uma performance brilhante, mas comparado ao que ele tem apresentado por sua seleção, a impressão deixada foi positiva. Cabe ressaltar a participação de Maradona. A cada devolução de bola para o campo, arrancava gritos da torcida... Seu carisma permanece intacto.

Às 15h30, horário de Brasília, o jogo de fundo: Inglaterra x EUA. E Capello, o italiano que pretende levar os britânicos ao bi, levou a campo um esquema de jogo convencional, porém eficiente. Fez o esperado, dando comedida liberdade a Gerard e Lampard, sua dupla de volantes, fixando Rooney (muito apagado) como peça mais importante do ataque, soltando Lennon pela esquerda. Achou um gol, numa tabela entre Gerard e Heskey, mas não passou muito disso. Os americanos mostraram sua evolução no soccer, mais uma vez. Têm um bom time, equilibrado, que explora as bolas aéreas e marca bem. Falharam no início do jogo, mas deram sorte, quando o goleiro Green, da Inglaterra, deixou um chute plenamente defensável se transformar no gol de empate. Culpa da Jabulani?

Um comentário:

RAFAEL disse...

Na minha opinião, essa vai ser a copa do Messi, e acho que assim como o Maradona em 86, ele vai ser o grande maestro do time.
A Inglaterra foi até agora a minha grande decepção, eu esperava bem mais para uma seleção que entra como uma das favoritas.

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